quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bicho Toupeiro - Loucura e Arte


As vezes dou por mim num mundo cinzento, onde a ausência de cor eclipsa um céu que de tão escuro me torna atónito, qualquer réstia de raio de luz é engolida por uma vasta de imensidão de um simples vazio...vazio esse que é motivado por um sentimento generalizado de negativismo, é como se apenas, tivessem esquecido o que de bom já lhe acontecera, as alegrias, os momentos únicos que já tivera...


É contagiante...


Dou por mim a pensar...serei o único a pensar que é uma loucura:

Odiar todas as rosas, porque já me piquei numa...

Deixar de acreditar em preces, porque nunca foram atendidas...

Desistir de todos os esforços porque apenas um deles fracassou...

Condenar todas as amizades, porque uma me traiu...

Não acreditar no amor, porque um deles me foi infiel...

Jogar fora todas as tentativas de ser feliz, porque uma não ter dado certo...


É mesmo uma loucura...


Pois existe sempre uma nova chance, uma nova amizade, uma nova força...um novo amor, basta nunca desistir, mesmo que tenhamos de remar contra a maré...se continuarmos com esta insistência não há forma de contrariar a nossa gloria aquando do triunfo.

Será um triunfo com valor, quantificado através de lágrimas e suor, mas valorizado mediante as alegrias que trará ao longo do tempo.


Nós somos os únicos pintores do quadro que é a nossa vida, podemos-lhe dar a vivacidade das cores mais alegres extraídas directamente do arco-íris, podendo retocar sempre que achemos que podia estar melhor, não existe forma de não sair uma obra prima...

É a obra de uma vida, e como só temos uma, mais vale faze-la bem, pois podemos não ter muitas vezes para a emendar.


Desistir e palavra que desconheço, quanto mais me aplicar na minha obra prima mais ela valerá:)

domingo, 10 de outubro de 2010

Bicho Toupeiro - Colisão de Mundos


   

  É inevitável...

O que acontece quando as nossas certezas colidem com as nossas maiores dúvidas?

  Chegar à conclusão que se as coisas não têm corrido pelo melhor, somente e apenas, porque não nos dedicamos o suficiente, ou porque nos ditraimos a não ver o que se estava a passar mesmo à nossa frente, pois, tudo na vida é como é como uma flor, se queres ter uma linda e viçosa no teu jardim, tens de a regar com frequência e tirar-lhe as ervas daninhas, livra-la dos insectos que tendem a prejudicar as suas lindas pétalas, reparar se esta doente e procurar arranjar a cura para o seu mal, cuidar e dar-lhe toda a atenção necessária para que possa crescer com todo o seu esplendor... Apesar de lhe cuidar-mos devemos ter a noção que, uma flor em que as pétalas estão no seu auge e um caule fraco ou um caule vigoroso e uma flor claramente com sinais de fraqueza, não é a mesma coisa...


  Quando compreendemos...

  Compreender, que algo para que possa fazer sentido, deve ser simbiótico, devemos dar na mesma conta que recebemos, nem dar de mais, nem receber de menos. Aperceber-mo-nos que por vezes jogamos as culpa para cima de alguém para conseguir ignorar a dor que tal desilusão nos fez causar, ignorando, que talvez a maior causa de desilusão somos nós mesmos, pois se nos desiludiram, então foi porque não estivemos à altura do desafio de alguma forma, o que leva outro sujeito a criar uma realidade alternativa para justificar as suas razões, e então nos deixar de alguma forma mal.

  Então o que acontece quando as nossas certezas colidem com as nossas maiores dúvidas?

  Dá-se o único momento coerente na nossa vida, o momento em que estamos a viver o presente, uma vez que as certezas remontam do passado, e as duvidas são constituídas de incertezas acerca do futuro...

  Momento coerente este, que é escasso, e que erradamente pensamos que poderá nos trazer consequências... Eventualmente até poderá trazer algumas, mas o beneficio da experiência adquirida pela mesma, facilmente as superará.

  A única altura em que quando estamos com alguém, somos canalizados para um outro universo paralelo onde estamos isolados do nosso meio envolvente habitual, para onde quer que olhemos apenas vemos figurinos e cenários de um filme onde somos as personagens principais, seguindo falas de um guião que maioritariamente não se pode ler, mas apenas traduzido por gestos de carinho e afecto, com apenas uma cena única, porque não há possível hipótese de engano...


  Contudo, nem sempre somos abençoados com a capacidade de ter estes momentos...

  Nem toda a gente tem a força de vontade de ignorar tudo o que passaram, que supere as suas certezas que algo para ser desejável, tem de ser de certa forma...eliminar estereótipos que outrora criaram, e abrirem-se para o mundo exterior de mente aberta a novas experiências... 


  Mais uma vez, a resposta é a mais fácil, o segredo para conseguir encarar a vida de frente e assegurar os nossos objectivos, não é ser o senhor da certeza, nem deixar que a nossa vida se desmorone em duvidas, mas sim deixar que ambas colidam...não utilizando o "não sei", mas o "talvez", e utilizar a palavra "sim" muitas vezes.


  Esta é a forma que eu vejo o meu mundo, aceito criticas..:P